05/08
Carta à mãe
para Carmen
O primeiro pedaço de mim jaz longe
E chora
Por não saber por onde
Caminho esses dias
Embarga a voz, aperta o peito
Me procura, me chama
Não estou.
Me imagina, me ama,
Me vou.
A saudade
Só se fala em português
A verdade
É distância, dessa vez
Pois saiba, mãe, que vives aqui
Comigo
No sorriso franco
Destemido
Na lágrima de cada pranto
Ferido
Que é, quem falta
E quem fica
Pois fui você e sou você
Em outra vida
Minha querida, tão querida
Sossega a saudade
E o silêncio lancinante
Que logo nos vemos
Nos vemos adiante.
"é necessário devorar leão, ser leão; atacar leão; gritar uma supernova a cada minuto, o amor brilha." Ericson Pires
Encruzilhada
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Um poema por dia - 04/08 - O amanhecer na Praça do Tempo
04/08
O amanhecer na Praça do Tempo
Sigo o caminho das luzes de neon
À praça, ao centro
O fim da noite ilumina minha vinda
Ao deserto do tempo
À Praça do Tempo.
A tristeza de um frio amanhecer
A beleza de um vazio amanhecido
O lamento de uma festa vazia;
Asas na Praça do Tempo
Anunciam o sol no horizonte da cidade
Um bocejo da cidade que não dorme
Corre, nasce. sobe o dia
Um dia a mais, no infinito
O dia nasce na Praça do Tempo
O horizonte é o fim da rua
O dia vem, a cidade caminha
O sol ilumina minha volta
Sigo acordado.
O amanhecer na Praça do Tempo
Sigo o caminho das luzes de neon
À praça, ao centro
O fim da noite ilumina minha vinda
Ao deserto do tempo
À Praça do Tempo.
A tristeza de um frio amanhecer
A beleza de um vazio amanhecido
O lamento de uma festa vazia;
Asas na Praça do Tempo
Anunciam o sol no horizonte da cidade
Um bocejo da cidade que não dorme
Corre, nasce. sobe o dia
Um dia a mais, no infinito
O dia nasce na Praça do Tempo
O horizonte é o fim da rua
O dia vem, a cidade caminha
O sol ilumina minha volta
Sigo acordado.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Um poema por dia - 03/08 - Passeio com passagem só de ida
03/08
Passeio com passagem só de ida
Andar.
Poderei voltar?
Saberei amar?
Voltarei só.
Cantarei-te
Ilusões perdidas de uma noite.
Poderei falar?
Um a mais, por sorte
Quem me vai salvar?
Quem vai me segurar?
Lembrarei-te.
Passeio com passagem só de ida
Andar.
Poderei voltar?
Saberei amar?
Voltarei só.
Cantarei-te
Ilusões perdidas de uma noite.
Poderei falar?
Um a mais, por sorte
Quem me vai salvar?
Quem vai me segurar?
Lembrarei-te.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Um poema por dia - 02/08 - The shadow of your night
02/08
The shadow of your night
Dark blue
I fall in love with you
The color of the night
Brings me the sight
Of you behind the sheets
Bodies meet
Get together once again
In bed, through the pen
We're alone
With summer to the bone
The heat wakes up the city
And you so pretty
Right there
Unware
That morning comes
And day has now begun.
The shadow of your night
Dark blue
I fall in love with you
The color of the night
Brings me the sight
Of you behind the sheets
Bodies meet
Get together once again
In bed, through the pen
We're alone
With summer to the bone
The heat wakes up the city
And you so pretty
Right there
Unware
That morning comes
And day has now begun.
Um poema por dia - 01/08 - around and around
01/08
around and around
They come, they go
Around
They run around
Like rats in town
Going down, down
I walk, I pass
I stand, no rest;
I try my best
And nothing lasts
You see me now
It's all about
The past
You neglect
The mess
Your regret
It's all about that.
around and around
They come, they go
Around
They run around
Like rats in town
Going down, down
I walk, I pass
I stand, no rest;
I try my best
And nothing lasts
You see me now
It's all about
The past
You neglect
The mess
Your regret
It's all about that.
domingo, 4 de agosto de 2013
Um poema por dia - 31/07 - Poesia do amor que se quebrou
31/07
Poesia do amor que se quebrou
Um amor que vem de grão em grão
Não é amor
É senão
Não mata a sede
De gota em gota
Gota
Em
Gota
Na chuva fina do fim da tarde
E ainda assim
O céu desaba
A terra apodrece
Ainda assim
O sol se apaga
A água envelhece
E o tempo não esquece;
Ainda assim, reconhecerei seus olhos
Vidas à frente
Em noite quente
Ou dia frio
Seus olhos a me ver
Além da margem do rio.
Poesia do amor que se quebrou
Um amor que vem de grão em grão
Não é amor
É senão
Não mata a sede
De gota em gota
Gota
Em
Gota
Na chuva fina do fim da tarde
E ainda assim
O céu desaba
A terra apodrece
Ainda assim
O sol se apaga
A água envelhece
E o tempo não esquece;
Ainda assim, reconhecerei seus olhos
Vidas à frente
Em noite quente
Ou dia frio
Seus olhos a me ver
Além da margem do rio.
sábado, 3 de agosto de 2013
Um poema por dia - 30/07 - Noite americana
30/07
Noite americana
Noite, noite
Esperança cega
Promete, promete
E não entrega
A noite é sempre amanhã
À noite nada é certo
Exceto
E eu sou o único desperto
Sozinho no silêncio sussurrado
Enquanto hibernam, carregam
Me recuso a dormir
Por amar a noite pura
A noite da rua
Mais que a rua da noite
Noite pra se ver
Se ouvir
Noite simples por só ser
Noite inteira e eu aqui.
Noite americana
Noite, noite
Esperança cega
Promete, promete
E não entrega
A noite é sempre amanhã
À noite nada é certo
Exceto
E eu sou o único desperto
Sozinho no silêncio sussurrado
Enquanto hibernam, carregam
Me recuso a dormir
Por amar a noite pura
A noite da rua
Mais que a rua da noite
Noite pra se ver
Se ouvir
Noite simples por só ser
Noite inteira e eu aqui.
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