12/08
Haverá alguém, em algum lugar?
Alguém por aí?
Que não seja
Que não diga
Que não faça
Que não sinta
Demais?
Forte demais
Fundo demais
Triste demais
Alguém aí?
Que prefira a parede
Ao espelho
Que enxergue o cinza
No vermelho
Alguém aí?
Com coragem
Com vontade
Liberdade
Para amar
Pra trair
Pra gozar
Pra mentir
Alguém por aí?
Capaz de parar
Disposto a voltar
Diante do mar
Deixar-se faltar
Alguém?
"é necessário devorar leão, ser leão; atacar leão; gritar uma supernova a cada minuto, o amor brilha." Ericson Pires
Encruzilhada
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Um poema por dia - 11/08 - O reino da vitória adormecida
11/08
O reino da vitória adormecida
Cantando com tinta
Dançando com a mão
Um baile no papel
A força do artesão
Matéria, som, pesar
E o que lhe mais vier
Num sonho respirar
O amor de uma mulher
Fugir fazer criar
A magia da história acontecida
Fingir nascer reinar
Na terra da memória prometida.
O reino da vitória adormecida
Cantando com tinta
Dançando com a mão
Um baile no papel
A força do artesão
Matéria, som, pesar
E o que lhe mais vier
Num sonho respirar
O amor de uma mulher
Fugir fazer criar
A magia da história acontecida
Fingir nascer reinar
Na terra da memória prometida.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Um poema por dia - 10/08 - Campanha da alta hora
10/08
Campanha da alta hora
Caça
Solta
Passa
Volta
Volto
Ao mistério da noite que se lança
Escura até onde o medo alcança
Parte
Corta
Arde
Força
Forço
O corpo se rasga em pedaços no chão
O roto espalha migalhas na mão
Fala
Corre
Mata
Morre
Morro
Por um, por dez, por cem
Por si, por não, ninguém.
Campanha da alta hora
Caça
Solta
Passa
Volta
Volto
Ao mistério da noite que se lança
Escura até onde o medo alcança
Parte
Corta
Arde
Força
Forço
O corpo se rasga em pedaços no chão
O roto espalha migalhas na mão
Fala
Corre
Mata
Morre
Morro
Por um, por dez, por cem
Por si, por não, ninguém.
Um poema por dia - 09/08 - A fera na sala
09/08
A fera na sala
Sono mortal
Sonho sinal
O canto da palavra mais bonita
Sopra fatal
Sela o final
O pranto da alma mais aflita
Vagando parada
Perdendo pegada
Deixando a partida
Fechando a saída
Partindo pro que era
Passado, visão turva
Saída aquela fera
Sumindo numa curva.
A fera na sala
Sono mortal
Sonho sinal
O canto da palavra mais bonita
Sopra fatal
Sela o final
O pranto da alma mais aflita
Vagando parada
Perdendo pegada
Deixando a partida
Fechando a saída
Partindo pro que era
Passado, visão turva
Saída aquela fera
Sumindo numa curva.
domingo, 11 de agosto de 2013
Um poema por dia - 08/08 - Paralelos
08/08
Paralelos
Lave-me da vida
Se condicional
Dê-me uma partida
Uma chance, um sinal
Reviver, refazer, redizer
Re-aprender
Reamar, reescolher
Re-escrever
Lave-me, ferida
Mate-me, moral
O se de outra vida
A sombra do real.
Paralelos
Lave-me da vida
Se condicional
Dê-me uma partida
Uma chance, um sinal
Reviver, refazer, redizer
Re-aprender
Reamar, reescolher
Re-escrever
Lave-me, ferida
Mate-me, moral
O se de outra vida
A sombra do real.
sábado, 10 de agosto de 2013
Um poema por dia - 07/08 - Tanto tudo, tudo mais
07/08
Tanto tudo, tudo mais
Pra que tanto, caro
Por que muito? Por que tudo?
Quanto mais?
Some-se às acumulações
As ações
As razões
As pulsões
Valorizadas
Multiplicadas
Por quê?
Por um senso de quantidade
Um mergulho no vazio
Das coisas imortais
O coeficiente da resolução
Do desenvolvimento desenfreado
A visão do progresso acelerado
Pra que tanto, caro?
Muito, claro
Tudo raro
Nunca paro.
Tanto tudo, tudo mais
Pra que tanto, caro
Por que muito? Por que tudo?
Quanto mais?
Some-se às acumulações
As ações
As razões
As pulsões
Valorizadas
Multiplicadas
Por quê?
Por um senso de quantidade
Um mergulho no vazio
Das coisas imortais
O coeficiente da resolução
Do desenvolvimento desenfreado
A visão do progresso acelerado
Pra que tanto, caro?
Muito, claro
Tudo raro
Nunca paro.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Um poema por dia - 06/08 - Trocar a roupa da alma
06/08
Trocar a roupa da alma
Desnudo corpo
Vazio sopro
Despida alma
Pele fina
Carne crua
Corte nu
Vestes desmanchadas no ar
Em distância e memória
Neo-nascido, parido do céu
Caído no chão
Em essência, presença
E confidência.
Errante consciência
Consciente
O brutal baú do presente
Vazio, profundo
Profano
Humano.
Humano selvagem
Na selva de pedra.
Trocar a roupa da alma
Desnudo corpo
Vazio sopro
Despida alma
Pele fina
Carne crua
Corte nu
Vestes desmanchadas no ar
Em distância e memória
Neo-nascido, parido do céu
Caído no chão
Em essência, presença
E confidência.
Errante consciência
Consciente
O brutal baú do presente
Vazio, profundo
Profano
Humano.
Humano selvagem
Na selva de pedra.
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