27/08
Os olhos do belo
Traga-me olhos eternos
Etéreos
Repletos
De saudade
Fiéis
Pela vontade
Solidão
Emoção
A beleza
Da tristeza
De olhos de chama acesa
Ternos
Claros
Grandes
Raros
Olhos que me adoram
Olhos francos, me devoram.
"é necessário devorar leão, ser leão; atacar leão; gritar uma supernova a cada minuto, o amor brilha." Ericson Pires
Encruzilhada
sábado, 31 de agosto de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Um poema por dia - 27/08 - Canto da madrugada IV
27/08
Canto da madrugada IV
Formas da noite
À escura, à espreita
Sensos e sons
Circulando a colheita
O bode se esconde
Na curva, no breu
À beira da rua
Um corpo morreu
Espeto na calma
Arrepio na alma
Folhas e feras
Caídas, deixadas
Chuva na terra
Antigas pegadas
Sopra o vento frio do medo
Chega entre sombras
Se esgueira entre os dedos
Vozes do silêncio soltas pelo ar
Vivem pelas sobras
Vem para assombrar.
Canto da madrugada IV
Formas da noite
À escura, à espreita
Sensos e sons
Circulando a colheita
O bode se esconde
Na curva, no breu
À beira da rua
Um corpo morreu
Espeto na calma
Arrepio na alma
Folhas e feras
Caídas, deixadas
Chuva na terra
Antigas pegadas
Sopra o vento frio do medo
Chega entre sombras
Se esgueira entre os dedos
Vozes do silêncio soltas pelo ar
Vivem pelas sobras
Vem para assombrar.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Um poema por dia - 26/08 - No leito do trilho da linha do trem
26/08
No leito do trilho da linha do trem
no trilho do trem
caído, quieto
ferido, o refém
traça o trajeto
havido alguém
perigo, por perto
reforça ou retém
amado e aberto
alado, além
caminho coberto
cavando com quem
se senta secreto
sozinho, sem teto
no trilho do trem.
No leito do trilho da linha do trem
no trilho do trem
caído, quieto
ferido, o refém
traça o trajeto
havido alguém
perigo, por perto
reforça ou retém
amado e aberto
alado, além
caminho coberto
cavando com quem
se senta secreto
sozinho, sem teto
no trilho do trem.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Um poema por dia - 25/08 - Passeio noturno, um poema
25/08
Passeio noturno, um poema
A rota desta meia madrugada
Escura ao céu de meia-luz minguante
Tem segredos e mistérios na calçada
Gosto de desejo, cheiro de amante
Andante, errante
Cavaleiro solitário corredor
Passante, poeta dissonante
Estrangeiro temporário, trovador
E adiante, próximo porém distante
Por trás daquela curva iluminada
Se faz presente, potente e hesitante
O chão enluarado da estrada.
Passeio noturno, um poema
A rota desta meia madrugada
Escura ao céu de meia-luz minguante
Tem segredos e mistérios na calçada
Gosto de desejo, cheiro de amante
Andante, errante
Cavaleiro solitário corredor
Passante, poeta dissonante
Estrangeiro temporário, trovador
E adiante, próximo porém distante
Por trás daquela curva iluminada
Se faz presente, potente e hesitante
O chão enluarado da estrada.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Um poema por dia - 24/08 - Em que língua sonham os imigrantes?
24/08
Em que língua sonham os imigrantes?
Dormir em francês?
Viver português
Sonhar em inglês
Com que sonham imigrantes?
Vidas velhas em palavras
Vindas novas em sentidos
Se rebelam as amarras
Se desfazem os ruídos
Dormir em português
Viver inglês
Sonhar francês
Sentir, deixar
Sem ter, amar
Reencontrar
Outro lugar
Dormir inglês
Viver francês
Sonhar
Em português
Ter
Sua própria vez.
Em que língua sonham os imigrantes?
Dormir em francês?
Viver português
Sonhar em inglês
Com que sonham imigrantes?
Vidas velhas em palavras
Vindas novas em sentidos
Se rebelam as amarras
Se desfazem os ruídos
Dormir em português
Viver inglês
Sonhar francês
Sentir, deixar
Sem ter, amar
Reencontrar
Outro lugar
Dormir inglês
Viver francês
Sonhar
Em português
Ter
Sua própria vez.
domingo, 25 de agosto de 2013
Um poema por dia - 23/08 - Em busca do ouro
23/08
Em busca do ouro
Rodando em busca do ouro
Se encontra tesouro
Maior que riqueza
Se encontra pureza
Remonta à clareza
De que tudo é vagar
Quando há natureza
Ao alcance do olhar
Certeza, um lugar
Em meio à grandeza
Perdido no ar
Mais forte beleza
Estando, estar.
Em busca do ouro
Rodando em busca do ouro
Se encontra tesouro
Maior que riqueza
Se encontra pureza
Remonta à clareza
De que tudo é vagar
Quando há natureza
Ao alcance do olhar
Certeza, um lugar
Em meio à grandeza
Perdido no ar
Mais forte beleza
Estando, estar.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Um poema por dia - 22/08 - Homens selvagens não tem solidão
22/08
Homens selvagens não tem solidão
A fortuna de seus estragos
O passado dos seus ouvidos
Entre curvas e passos, rasgos
Um buraco no céu ferido
O som dos ratos ao redor da rua
Sapatos gastos pesam sobre o chão
Cavalos escravos escapam à lua
Homens selvagens não tem solidão
Selados no sol, destinos direitos
Malvados, mal-feitos, em repetição
À hora da noite, renascem segredos
Forjados em trevos de revolução
A ruína encontrou soldados
O machado se fez pedido
A verdade perdida em lados
A vontade do esquecido.
Homens selvagens não tem solidão
A fortuna de seus estragos
O passado dos seus ouvidos
Entre curvas e passos, rasgos
Um buraco no céu ferido
O som dos ratos ao redor da rua
Sapatos gastos pesam sobre o chão
Cavalos escravos escapam à lua
Homens selvagens não tem solidão
Selados no sol, destinos direitos
Malvados, mal-feitos, em repetição
À hora da noite, renascem segredos
Forjados em trevos de revolução
A ruína encontrou soldados
O machado se fez pedido
A verdade perdida em lados
A vontade do esquecido.
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