Então me empreste a poesia
Que preciso dela
Pra viver por mais um dia;
E enquanto me olhas de janela
Partirei em governada montaria
Em busca de alguma outra bela
Atrás da prometida melodia;
Que possa eu ver-te nela
E volte em luminosa companhia.
Então me vou, e carrego e poesia
Cavalgo sob chuva e ventania
Pra longe desta bela pradaria.
"é necessário devorar leão, ser leão; atacar leão; gritar uma supernova a cada minuto, o amor brilha." Ericson Pires
Encruzilhada
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
invernal
E agora eu fico aqui
Vendo cair
A neve que eu nunca vi
Morto de sede
Que toda água congelou
Pouco depois que você me deixou.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Uma vez mais despedida
Então me vou, uma vez mais
Entre muitos abraços
Daqueles de peito com peito
Surpresas e pedaços
Caídos, deixados
Recolhidos pelo caminho
Então me vou, uma vez mais
Cegado que fui no fundo do mar
De olhos abertos por baixo das ondas
Marcado de saudade e de sorriso
Que o blecaute do início
É bom como o blecaute do final
Então me vou, uma vez mais
Inebriado de beleza e caos
Saudoso que era de natureza e calor
Canto a capela a letra da minha canção;
Despeço-me dizendo
Que esqueci no Rio o coração
Então me vou, uma vez mais
Cercado de delícias e amor;
E agora caminho de volta
Pro meu buraco dourado
Cheio de riquezas, porém escuro
Pois não posso ver você.
Entre muitos abraços
Daqueles de peito com peito
Surpresas e pedaços
Caídos, deixados
Recolhidos pelo caminho
Então me vou, uma vez mais
Cegado que fui no fundo do mar
De olhos abertos por baixo das ondas
Marcado de saudade e de sorriso
Que o blecaute do início
É bom como o blecaute do final
Então me vou, uma vez mais
Inebriado de beleza e caos
Saudoso que era de natureza e calor
Canto a capela a letra da minha canção;
Despeço-me dizendo
Que esqueci no Rio o coração
Então me vou, uma vez mais
Cercado de delícias e amor;
E agora caminho de volta
Pro meu buraco dourado
Cheio de riquezas, porém escuro
Pois não posso ver você.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Eu e você, você e Marx
"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa."
A nós resta
Descobrir
Se somos heróis de nossas tragédias
Ou arquétipos de nossas farsas.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Meu uivo
Eu me deito com vocês me observando
Três sorrisos abraçados numa noite de ano novo
Estou com vocês todas as noites
Estou com vocês descobrindo novos cantos da cidade grande
E sacudindo as angústias do peito
Estou com vocês nas lembranças aleatórias de cada dia
E no pranto por uma força maior que me jogue contra mim mesmo
Estou com vocês em Laranjeiras
Na rua, no berço, na casa e nos quartos de nossas vidas
Estou com vocês num carro de uma viagem em família
Estou com vocês numa longa caminhada escura na saída de um festival de música
Estou com vocês na mesa de um restaurante
Jurando crescer, lutar, viver
E afogando dramas em pizzas, batatas e crepes à meia-noite, à meia-luz
Estou com vocês caminhando pelas ruas de uma cidade deste mundo
Som alto nos ouvidos
Dedos no ar, baterista inexistente
Estou com vocês nesta madrugada
Cantando pro céu um uivo iluminado
Essas canções que ouvimos tanto, tanto sempre
Estou com vocês nessas linhas tortas
Letras de saudade, versos da vontade
De tê-los perto novamente
Estou com vocês na ausência, na presença
Na estrada indo daqui pra algum lugar
Estou com vocês nesta foto, na beira da cama, ao me deitar.
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