Encruzilhada

Encruzilhada

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Filmes e Memorabilia 2013 - Amor


31. Amor – 21/01 - Cinema


Um filme singelo, uma obra pungente, crua ao falar sobre o cruel: o envelhecimento e a morte. Uma experiência desgastante tamanha a competência de Michael Haneke em inserir o espectador no apartamento de Georges e Anne. Estamos lá e somos testemunhas da derrocada de Anne. 

Silencioso, sutil e sensível em suas escolhas hiper-naturalistas, Haneke constrói, com o auxílio indispensável de Jean Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, uma obra sobre o envelhecimento, triste porém quase doce ao dispensar o melodrama e atentar para a constatação de que falar sobre morte é também falar sobre vida.

Imperdível.

MEMO: Em meio a um conjunto sublime, os momentos (em especial o primeiro) em que Georges ajuda Anne a se locomover, abraçando-a, fazendo parecer que os dois estão dançando ou, de fato, se abraçando, formando um belo quadro da vida na velhice, a dois.

Um poema por dia - 18/01 - Sexta feira, 18 de janeiro de 2013

18/01

Sexta feira, 18 de janeiro de 2013

O que foi feito do dia
       Que era vida quando nascia?
               Virou pó, desmanchou-se no ar
                        Vai-se com a noite e vem outro a chegar

                                O dia, outro dia a mais de dor
                                        Também é aquele que me traz o meu amor
                                                 O mesmo que me deixa dormir depois de acordar
                                                           O dia que vejo partir, quando me ponho a sonhar.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Comentário sobre 'Neuromancer', de William Gibson


Neuromancer, de William Gibson.

Comprei ‘Neuromancer’ há muito tempo. Para se ter uma noção, na época o livro (que é de 1984) tentava alavancar vendas embarcando no sucesso de Matrix, que usou ingredientes do romance de Gibson para construir a sua mitologia. Antes de ler ‘Neuromancer’, eu me achava um fã de ficção científica. Hoje, tendo terminado o livro, eu vejo que não é bem assim.
O enredo eu estou colando aqui, copiado da Wikipedia.

“O livro conta a história de Case, um ex-hacker (cowboy, como são chamados os hackers em Neuromancer) que foi impossibilitado de exercer sua profissão, graças a um erro que cometeu ao tentar roubar seus patrões. Eles então envenenaram Case com uma microtoxina, que danificou seu sistema neural e o impossibilitou de se conectar à Matrix. Antes deixaram uma quantia de dinheiro com ele, pois "iria precisar dele. Case então procura as clínicas clandestinas de medicina de Chiba City, onde gasta todo seu dinheiro com exames, sem conseguir encontrar uma cura. Drogado, sem dinheiro, desempregado - é nessa condição que Molly o encontra e a trama se inicia, com uma cura para os danos de Case à vista.”

Compreendo a importância dos conceitos desenvolvidos por Gibson e reconheço sua influência no gênero, mas simplesmente não consegui embarcar por completo na viagem futurista. Apesar de algumas boas passagens, encontrei dificuldades de acompanhar todos os termos específicos e, por vezes, compreender exatamente o que estava acontecendo e aonde estava acontecendo.
Mas talvez eu é que não seja o fã de ficção científica que eu pensei que fosse.

Um poema por dia - 17/01 - Soe o alarme

17/01

Soe o alarme

Dor, dor, dor, dor, dor
Soa o alarme
Do que me vem na carne
E deixa soar
Até o sangue baixar
E deixa cair
Até a doença sumir
E deixa correr
Até a hora de renascer
Dor, dor, dor
O alarme a soar
O tempo a me testar
Quando o que quero é descansar

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um poema por dia - 16/01 - Santa

16/01

Santa

Pergunta, fala pra mim
Se ela sai do rio ou talvez do mar
Pra me molhar
Pra vir de volta
De saia e bota
Mostrando as costas
Me machucar

Pergunta, fala pra mim
Se ela sai do rio ou do mar então
Com beijo bão
E traz paixão
Religião
Pra multidão
E volta logo pro meu coração

Filmes e Memorabilia 2013 - Protegendo o Inimigo e Feitiço de Áquila



30. Protegendo o inimigo – 20/01 – TV


Domingo à noite, joelho operado... me rendo a um filme de ação que está começando na TV e sobre o qual confesso que tinha uma leve curiosidade. E qualquer tipo de expectativa vai por água abaixo. Medíocre, 'Protegendo...' conta com trama frágil, ação confusa e um elenco desperdiçado, atuando no piloto automático. Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Sam Shepard (!) são todos subaproveitados em cenas de telefone ou de escritório. Ryan Reynolds, apesar de esforçado e dedicado, não me convence. Mas nada dói mais do que ver um ator como Denzel Washington acomodado a ponto de repetir mais uma vez o tipo ‘fodão’ de outros filmes de ação (como 'Dia de Treinamento' e 'Chamas da Vingança'), agora nesta produção previsível e preguiçosa.

MEMO: Honestamente, é difícil... nada vem à mente...

31. O Feitiço de Áquila – 24/01 – DVD – Repetido


Uma aventura medieval, com gosto de Sessão da Tarde. Apesar de belos temas incidentais, a opção por músicas mais modernas nas cenas de ação deixam o filme um pouco datado. Mas a produção tem mais altos que baixos: a premissa da maldição dos apaixonados; a fotografia espetacular, com muita filmagem externa em paisagens estonteantes na Itália e num castelo de verdade; a presença de cena de Rutger Hauer; o carisma de Matthew Broderick; Leo McKern como Imperius; a beleza de Michelle Pheiffer.

MEMO: A cena em que, com o sol prestes a nascer, Navarre e Isabeau estão deitados e conseguem se ver por um brevíssimo momento, antes que a maldição siga seu curso quando os dois estão prestes a se tocar.


Um poema por dia - 15/01 - Por tudo que já foi

15/01

Por tudo que já foi

Posso lhe falar
Das pedras que atirei
E dos amores, que aqui deixei
E não se foram, e se perderam
E já não são mais

Posso lhe dizer
Dos livros que não li
E das histórias que escrevi
Imaginando, assim em sonho
E já não são mais

Posso lhe cantar
As melodias doces
E as notas altas
Que rimam forte, compondo a sorte
E já não são mais